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Quatro dicas de chef para acertar na compra da carne para o churrasco

Não adianta ser um ótimo churrasqueiro se a carne não for boa!

O primeiro passo é entender a procedência do corte e suas características. "Não adianta ser um ótimo churrasqueiro se a carne não for boa", diz profissional.

O churrasco é mais do que comer carne, é um dos principais eventos sociais nos fins de semana no Brasil. Estudo realizado pela Kantar aponta que 29 milhões de brasileiros realizam churrasco semanalmente. Neste grupo de consumidores habituais de churrasco, o preparo é realizado, em média, 1,7 vezes por semana, sendo a carne bovina a escolha predominante. O cardápio é composto por 60% carnes vermelhas, seguida por aves e linguiças.

Para o evento ser só feito de boas lembranças, é preciso observar a qualidade do produto. “Não adianta ser um ótimo churrasqueiro se a carne não for boa”, brinca o chef chef e empresário Caio Fontenelle, fundador do Figueira, restaurante especializado em carnes nobres assadas na parrilla. Ele ressalta que o primeiro passo é entender a procedência do corte e suas características. A partir disso, ele explica os principais critérios para identificar uma carne adequada para o churrasco.

Confira as dicas do chef e já aplique o aprendizado na próxima oportunidade.

1 - Entenda as diferenças entre raças e famílias de bovinos

Existem duas grandes famílias de bovinos no mundo: zebuínos e taurinos. Os zebuínos, comuns no Brasil por muitos anos, são animais resistentes e adaptados ao clima tropical, mas concentram a maior parte da gordura por fora do músculo. Já os taurinos, raças britânicas como os queridinhos Angus e Hereford, possuem uma característica essencial para quem busca maciez: a gordura intramuscular, conhecida como marmoreio. Isso garante suculência, sabor e textura superiores.

“Quando você escolhe carne de raças britânicas, especialmente Angus e Hereford, está optando por um produto naturalmente mais macio e saboroso”, afirma o chef.

2 - Observe a classificação e a idade do animal

Pouco notada pelos consumidores, a etiqueta dentro da embalagem traz informações valiosas sobre a carne, entre elas a classificação do animal, que inclui idade e categoria, fatores que influenciam diretamente na maciez, no sabor e até na coloração da peça.

A idade é uma das referências mais importantes. Animais mais jovens têm fibras musculares menos desenvolvidas e, por isso, produzem carnes naturalmente mais macias. Já animais adultos, embora ainda possam oferecer qualidade, tendem a apresentar fibras mais firmes. A classificação também informa a categoria, que identifica o estágio de desenvolvimento do bovino. As mais comuns são:

· Novilho precoce: animais jovens, com bom acabamento de gordura. Costumam oferecer carnes macias e sabor equilibrado;

· Novilha: fêmeas jovens, geralmente com excelente marmoreio e boa suculência;

· Vaca: fêmeas adultas. Dependendo do manejo e da raça, podem entregar boa carne, mas tendem a ser mais firmes;

· Boi: machos adultos castrados. Produzem carnes de sabor mais pronunciado, porém com textura menos delicada que a de animais jovens.

Essas informações ajudam o consumidor a identificar não apenas a maciez e o perfil de sabor da carne, mas também a coerência entre preço e qualidade, garantindo escolhas mais assertivas no supermercado.

3 - Prefira embalagens a vácuo

Para compras em supermercados, o chef recomenda priorizar carnes embaladas a vácuo. “A carne que vem do vácuo sai direto do frigorífico, sem manipulação. Isso reduz riscos e preserva qualidade”, explica.

4 - Cuidado com embalagens cheias de líquido

O chef finaliza alertando para a compra de embalagens com muito líquido, frequentemente confundido com sangue. “Não é sangue. É o líquido das células, a mioglobina. Quando ele está em excesso, significa que a carne foi muito manipulada ou sofreu variações de temperatura”, diz.

Além de indicar perda de qualidade e suculência, o excesso de líquido na embalagem ainda pesa no bolso. “Se você compra um quilo de carne e tem 100 ml daquele líquido na embalagem, está pagando aproximadamente 10% a mais por algo que vai acabar no lixo”, completa.

Texto escrito por: Assessoria de Imprensa Trevo Comunicação.



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